sábado, 25 de abril de 2026.

Bruno Bolsonaro Scheid critica carga tributária, STF e propõe “menos Brasília e mais Brasil”

Pré-candidato ao Senado por Rondônia reúne críticas ao modelo econômico, à atuação de instituições e ao cenário político nacional
Bruno Bolsonaro Scheid (PL) / Foto: Divulgação

Ao abordar o cenário político e econômico do país, o pré-candidato ao Senado por Rondônia, Bruno Bolsonaro Scheid (PL), intensificou o tom crítico, apontando falhas no modelo atual, questionando a atuação de instituições e destacando o que vê como um distanciamento crescente entre a classe política e a realidade da população.

Em suas falas, Scheid defende uma agenda liberal, com redução de impostos e maior incentivo ao setor produtivo. “É a mesma de qualquer liberal que quer menos Brasília e mais Brasil. Se coloca uma carga tributária tão pesada para o gerador de emprego e quando se faz isso se tira o emprego”, afirmou, ao argumentar que o atual sistema prejudica empresários e trabalhadores.

Ainda no campo econômico, o pré-candidato sustenta que o Congresso Nacional precisa assumir protagonismo na revisão dessas políticas. Ele também projeta mudanças no cenário político nacional, ao mencionar apoio a uma eventual candidatura presidencial de Flávio Bolsonaro (PL-RJ).

“Menos impostos, mais geração de emprego, menos carga tributária, mais investimento do setor privado em estados como os nossos, são pontos muito importantes a ser tratados”, disse, reforçando a defesa de uma agenda voltada ao crescimento econômico.

Scheid também afirmou que sua atuação política não será guiada por disputas eleitorais diretas, mas por demandas sociais. “Adversário A ou B pra mim não importa, eu quero saber como é que tá a vida do Francisco que eu não conheço, como é que tá a vida da Maria que eu ainda não conheci”, declarou.

Ele acrescentou que pretende percorrer o estado de Rondônia com foco em áreas como saúde, segurança pública e economia, defendendo uma postura que classifica como mais próxima da população.

Ao abordar o cenário político, o pré-candidato fez críticas ao que chama de “político profissional”, defendendo uma renovação no Congresso.

“Você só precisa ter opinião firme, você precisa ter decisão política formada na tua cabeça. Porque montar personagem […] qualquer político profissional dá conta de fazer. A gente precisa de político autêntico”, afirmou, em um discurso que reforça a ideia de ruptura com práticas tradicionais da política.

Outro ponto central das declarações foi a crítica à atuação do Supremo Tribunal Federal (STF). Scheid afirmou que, em sua visão, há desequilíbrio entre os poderes. “O Supremo é uma casa constitucional e lá ela deve voltar e se pôr. A divisão dos poderes é saudável para a sociedade”, disse. Ele também acrescentou: “Há de se admitir […] que o Supremo já extrapolou absolutamente tudo”, defendendo maior delimitação das competências entre Judiciário, Legislativo e Executivo.

Por fim, o pré-candidato abordou questões relacionadas à fiscalização em áreas rurais, criticando supostos excessos em operações. “Eu sei quem que é uma propriedade da porteira para dentro. […] Porque não tem ninguém para fiscalizar quem está fiscalizando”, afirmou.

As declarações reforçam sua linha de discurso voltada à defesa do produtor rural e ao questionamento de práticas institucionais, consolidando uma plataforma política baseada em críticas ao modelo atual e na promessa de mudanças estruturais.

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