
A Polícia Militar foi acionada para atender uma ocorrência de lesão corporal, vias de fato e injúria em uma escola estadual localizada no bairro Alto Alegre, em Vilhena.
O caso envolveu um aluno de 18 anos, diagnosticado com Transtorno do Espectro Autista (TEA), e uma adolescente de 16 anos.
Conforme informações apuradas pela reportagem do Extra de Rondônia, o desentendimento começou por um motivo banal: a divergência sobre o horário exato.
Segundo o relato da vítima, a colega de classe perguntou que horas eram e ele respondeu, consultando o celular, que seriam 09h. Pouco depois, ao conferir com o professor, foi informado que o horário correto era 08h53.
OFENSAS E AGRESSÃO
A pequena diferença no horário teria desencadeado uma reação agressiva por parte da menor. De acordo com o registro policial, a aluna passou a proferir palavras de baixo calão e insultos discriminatórios contra o jovem, utilizando termos pejorativos sobre sua condição de deficiente.
Em seguida, a adolescente arremessou um calçado contra o rosto da vítima, causando vermelhidão e uma lesão leve. A menor ainda tentou avançar fisicamente contra o rapaz, mas foi contida pelo professor, que interveio para evitar que as agressões continuassem.
ACOMPANHAMENTO E PROVIDÊNCIAS
O Conselho Tutelar foi acionado e esteve presente na unidade escolar para acompanhar os procedimentos, juntamente com os responsáveis por ambos os envolvidos.
O sistema de monitoramento por câmeras da instituição de ensino teria registrado toda a ação, e as imagens poderão ser utilizadas para auxiliar na apuração dos fatos.
O pai do jovem agredido manifestou profundo sentimento de injustiça e insegurança. Em seu relato aos policiais, ele afirmou que o filho vem sofrendo perseguição no ambiente escolar devido ao autismo e sinalizou que pretende retirar o aluno da instituição e matriculá-lo em outra escola para preservar sua integridade emocional.
A ocorrência foi registrada para que as medidas legais cabíveis sejam tomadas pelas autoridades de segurança e educação.














