terça-feira, 12 de maio de 2026.

Aluno autista é agredido e ofendido por colega dentro de escola estadual em Vilhena

Confusão teria iniciado por discordância sobre horário
Imagem: Arquivo Extra de Rondônia

A Polícia Militar foi acionada para atender uma ocorrência de lesão corporal, vias de fato e injúria em uma escola estadual localizada no bairro Alto Alegre, em Vilhena.

O caso envolveu um aluno de 18 anos, diagnosticado com Transtorno do Espectro Autista (TEA), e uma adolescente de 16 anos.

Conforme informações apuradas pela reportagem do Extra de Rondônia, o desentendimento começou por um motivo banal: a divergência sobre o horário exato.

Segundo o relato da vítima, a colega de classe perguntou que horas eram e ele respondeu, consultando o celular, que seriam 09h. Pouco depois, ao conferir com o professor, foi informado que o horário correto era 08h53.

OFENSAS E AGRESSÃO

A pequena diferença no horário teria desencadeado uma reação agressiva por parte da menor. De acordo com o registro policial, a aluna passou a proferir palavras de baixo calão e insultos discriminatórios contra o jovem, utilizando termos pejorativos sobre sua condição de deficiente.

Em seguida, a adolescente arremessou um calçado contra o rosto da vítima, causando vermelhidão e uma lesão leve. A menor ainda tentou avançar fisicamente contra o rapaz, mas foi contida pelo professor, que interveio para evitar que as agressões continuassem.

ACOMPANHAMENTO E PROVIDÊNCIAS

O Conselho Tutelar foi acionado e esteve presente na unidade escolar para acompanhar os procedimentos, juntamente com os responsáveis por ambos os envolvidos.

O sistema de monitoramento por câmeras da instituição de ensino teria registrado toda a ação, e as imagens poderão ser utilizadas para auxiliar na apuração dos fatos.

O pai do jovem agredido manifestou profundo sentimento de injustiça e insegurança. Em seu relato aos policiais, ele afirmou que o filho vem sofrendo perseguição no ambiente escolar devido ao autismo e sinalizou que pretende retirar o aluno da instituição e matriculá-lo em outra escola para preservar sua integridade emocional.

A ocorrência foi registrada para que as medidas legais cabíveis sejam tomadas pelas autoridades de segurança e educação.

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