O que era para ser uma caminhada de rotina terminou em caso de polícia no final da tarde deste sábado, 16 de maio, no cruzamento da Avenida Leopoldo Péres com a Avenida Juscelino Kubitschek, na região central de Vilhena.
Uma discussão motivada por um desentendimento envolvendo animais de estimação evoluiu para agressão física e denúncia de injúria preconceituosa.
Conforme apurou a reportagem do Extra de Rondônia, a vítima, identificada pelas iniciais M., caminhava pela via pública conduzindo sua cachorra.
Ao passar em frente a uma residência, ela notou que o portão lateral estava parcialmente aberto. Nesse momento, uma cadela da raça Pinscher, pertencente ao morador do imóvel, saiu correndo e avançou de forma agressiva contra a pedestre e seu animal.
Para se defender e proteger seu bicho de estimação, a mulher desferiu um chute para afastar a Pinscher. A atitude gerou a revolta imediata do proprietário do animal, identificado pelas iniciais E., que saiu do imóvel extremamente alterado.
AGRESSÃO E OFENSAS
O homem iniciou uma discussão verbal ríspida, afirmando que a pedestre não tinha o direito de chutar o animal dele e que, se ela estivesse incomodada, deveria andar pelo outro lado da rua.
A vítima rebateu dizendo que a via é pública. Conforme o relato da moradora, durante o bate-boca, o homem a atacou pelas costas, causando uma lesão no seu braço esquerdo. Para se defender e cessar a agressão, ela segurou os braços do envolvido.
A pedestre denunciou ainda que, em meio ao ataque, o homem passou a proferir ofensas pejorativas relacionadas à sua orientação sexual, utilizando termos homofóbicos para atentar contra sua dignidade.
VERSÕES CONFRONTADAS NA DELEGACIA
Questionado pela Rádio Patrulha da PM, o dono do imóvel confirmou que o portão estava aberto e que sua cadela avançou, mas alegou que o animal é de pequeno porte e não morde.
Ele negou ter agredido a mulher física ou verbalmente, afirmando que os arranhões que possuía no braço foram causados pelas unhas da pedestre.
No local do fato, o homem chegou a confessar aos militares que havia proferido o termo homofóbico. No entanto, ao chegar à delegacia, ele mudou o depoimento, negou a fala e acusou a vítima de tentar incriminá-lo.
Por outro lado, a mulher contestou o suspeito, afirmando que ele entrou na própria residência após a confusão e se automutilou para simular que também havia sido agredido.
Diante do impasse e das lesões corporais constatadas, ambos os envolvidos foram conduzidos e apresentados na Unidade Integrada de Segurança Pública (UNISP) para que a Polícia Civil investigue o caso pelos crimes de lesão corporal e injúria.














