sexta-feira, 22 de maio de 2026.

Mãe denuncia professora por ofensas a estudante de 13 anos em escola estadual de Vilhena

Denúncia aponta que educadora chamou aluna de "lixo" e "imprestável", e família cobra sindicância administrativa
Imagem: Reprodução

Uma professora da Escola Estadual Luiz Carlos Paula Assis, em Vilhena, foi denunciada à Polícia Civil e à direção da instituição de ensino sob a acusação de proferir graves ofensas verbais contra uma estudante de apenas 13 anos.

O episódio teria ocorrido durante o horário de aulas no período matutino.

O caso foi formalizado na Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher e Proteção à Criança e ao Adolescente (DEAM) de Vilhena por meio de um boletim de ocorrência eletrônico. A natureza do registro foi tipificada como crime de injúria, conforme prevê o artigo 140 do Código Penal Brasileiro.

De acordo com o relato apresentado pela mãe da adolescente às autoridades, os fatos aconteceram na manhã da última terça-feira, 19 de maio. Conforme a denúncia, a educadora teria se dirigido à estudante utilizando termos hostis e humilhantes, tais como “você é lixo”, “você é uma porcaria”, “imprestável” e “insuportável”.

Ainda conforme o documento registrado na polícia, a professora teria completado as ofensas com a seguinte frase: “tenho dó da sua mãe de ter colocado essa porcaria no mundo”. A representante legal da menor pontuou que outras colegas de classe também teriam sido alvo de ataques semelhantes na mesma data.

Preocupada com o impacto psicológico da situação, a mãe da estudante procurou a coordenação da escola estadual para cobrar esclarecimentos. De acordo com o depoimento da responsável, membros da orientação educacional teriam admitido que comportamentos semelhantes atribuídos à conduta da referida professora já haviam sido relatados de forma recorrente por outros estudantes dentro da unidade.

Diante da gravidade das acusações, a mãe protocolou um requerimento formal exigindo a abertura de uma sindicância administrativa interna junto à direção da escola. No documento, ela solicita o início imediato da apuração dos fatos, a oitiva de testemunhas que presenciaram a cena, a adoção de medidas urgentes de apoio e proteção emocional aos estudantes envolvidos, além de um parecer oficial sobre as punições cabíveis.

O caso segue agora sob investigação da Polícia Civil e passará por avaliação dos órgãos de corregedoria da educação do estado. Até o fechamento desta matéria, a professora mencionada no boletim de ocorrência não havia se manifestado publicamente sobre as acusações. O espaço permanece aberto para que a defesa apresente sua versão dos fatos.

Compartilhe: