terça-feira, 04 de agosto de 2026.

Dhonatan Pagani aponta erro em registro de candidatura e defende maior representatividade do Cone Sul

Pagani em visita à redação do Extra de Rondônia / Foto: Divulgação

O vilhenense Dhonatan Pagani, candidato a deputado federal, esteve na redação do Extra de Rondônia na manhã desta terça-feira (4) e falou sobre sua candidatura, a convenção do Podemos, os problemas da BR-364 e as principais propostas que pretende levar para a campanha.

Um dos assuntos abordados durante a entrevista foi uma informação que chamou atenção no registro de candidatura apresentado à Justiça Eleitoral: Pagani aparece cadastrado com a ocupação de jornalista e redator (leia mais AQUI).

Segundo ele, porém, a informação está errada e teria sido incluída por um equívoco durante o preenchimento do registro.

Pagani explicou que acredita que houve uma espécie de reprodução de dados de outro candidato. “Eu acredito que eles deram Ctrl+C e Ctrl+V em alguma coisa da Cristiane Lopes, que é jornalista, e erraram o meu”, afirmou.

Segundo o candidato, o erro teria ocorrido no momento em que o partido inseriu os dados no sistema eleitoral. “Eu não sou jornalista, eu sou empresário. Formei em Direito, não cheguei a tirar a OAB, mas sou bacharel em Direito”, explicou durante a entrevista.

PODEMOS E PL UNIDOS NO PROJETO

Sobre a convenção partidária, Pagani classificou o evento como grande e destacou a aproximação entre o Podemos e o PL, partido do senador Marcos Rogério.

Segundo ele, o projeto político tem como uma das prioridades ampliar a representatividade do Cone Sul. Pagani afirmou que os sete prefeitos da região estão inseridos no projeto formado pelas duas siglas.

Para o candidato, a ausência histórica de um deputado federal com atuação direta no Cone Sul contribuiu para que a região tivesse menos acesso a recursos e articulações em Brasília.

BR-364 É UMA DAS PRIORIDADES

Durante a entrevista, Pagani também criticou as condições da BR-364 e questionou a cobrança de pedágio diante das condições atuais da rodovia. “Primeiro, a gente deve fazer o serviço. E depois cobrar por ele”, declarou.

Ele afirmou que a rodovia ainda possui trechos com buracos, não está duplicada e conta com pouca estrutura de terceira faixa. Para Pagani, a situação aumenta os riscos para quem utiliza a estrada, principalmente diante do intenso movimento de caminhões.

O candidato também defendeu a busca de recursos federais para melhorar a infraestrutura rodoviária da região.

PAGANI DEFENDE TRINCHEIRA NA BR-364 EM VILHENA

Outro ponto destacado durante a entrevista foi o trânsito de Vilhena. Pagani reconheceu que o município cresceu e que o aumento da frota trouxe novos desafios para a mobilidade urbana.

Ele defendeu a construção de uma trincheira na BR-364, como alternativa para melhorar o fluxo de veículos sem criar uma estrutura elevada que, segundo ele, poderia interferir na paisagem e nos estabelecimentos comerciais próximos à rodovia.

Pagani afirmou que a obra exigiria articulação entre Prefeitura, bancada federal e governo federal para viabilizar os recursos necessários.

REPRESENTATIVIDADE DO CONE SUL

O candidato também apresentou um cálculo que, segundo ele, demonstra o impacto financeiro da ausência de um deputado federal da região. Pagani estima que o Cone Sul deixou de receber aproximadamente R$ 500 milhões em emendas impositivas e de bancada entre 2014 e 2026.

Ele afirmou ainda que, considerando outras possibilidades de articulação junto aos ministérios, o montante poderia chegar a R$ 1 bilhão.

Na avaliação apresentada pelo candidato, a eleição de um deputado federal do Cone Sul poderia ampliar a capacidade de articulação política da região, especialmente em conjunto com o senador que já possui base eleitoral no Sul de Rondônia.

“POLÍTICA DE POSICIONAMENTO”

Ao falar sobre a campanha, Pagani afirmou que pretende apresentar ao eleitor posições claras sobre os temas que pretende defender no Congresso Nacional. “Eu defendo uma política de posicionamento, que é uma política de identidade. O eleitor sabe exatamente no que o Pagani acredita”, afirmou.

Entre os temas citados pelo candidato estão segurança pública, saúde, educação, liberdade de expressão e liberdade religiosa.

Pagani encerrou a entrevista reforçando que sua candidatura, segundo ele, nasce da intenção de ampliar a representação política de Vilhena e do Cone Sul em Brasília.

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