
A moradora do município de Cerejeiras, Erika Paula Lopes Fonseca, procurou a redação do Extra de Rondônia na manhã desta terça-feira, 4 de agosto, para denunciar a demora e a incerteza no atendimento prestado ao seu marido, Gilberto Pereira Sabino, de 49 anos.
O morador encontra-se internado há mais de 35 dias no Hospital Regional de Vilhena aguardando uma cirurgia ortopédica e sem previsão de alta.
De acordo com a esposa, o caso teve início há um ano e sete meses, quando ele sofreu um acidente de motocicleta na garupa do genro. Na ocasião, o trabalhador sofreu fraturas graves em ambas as pernas — atingindo o fêmur e a canela — e passou por um procedimento cirúrgico na própria unidade hospitalar de Vilhena para a implantação de placas e pinos metálicos.
Há pouco mais de um mês, a haste metálica instalada no osso acabou se fraturando. Durante a internação no hospital, a situação se agravou ainda mais após um incidente na cadeira de banho do banheiro da unidade, onde o restante do material cedeu por completo.
“Nisso vem um médico e fala que opera daqui a uma semana, depois vem outro e fala que não tem previsão. Outro disse que os profissionais não receberam os pagamentos e um quarto disse que não sabe nem quando será realizada. Ele está ali há 35 dias sofrendo muito, com o psicológico completamente abalado”, relatou Erika durante a entrevista.
Além da indefinição sobre a data da cirurgia, a família demonstra grande preocupação com o quadro clínico do paciente. Segundo a esposa, a direção da unidade mencionou a possibilidade de uma infecção óssea no local da fratura. No entanto, ela relata que não há medicação específica sendo administrada para combater a complicação.
“Eles falam dessa possível infecção, mas não passaram nenhum tipo de antibiótico. Ele está recebendo apenas analgésicos básicos para dor e só aplicam medicamentos mais fortes se a gente for lá cobrar”, desabafou. O procedimento previsto pelos ortopedistas seria uma raspagem na estrutura óssea da bacia para preencher a área lesionada da perna.
A permanência prolongada no hospital tem provocado impactos severos na dinâmica familiar. Moradores de Cerejeiras, a esposa precisou deixar a rotina na cidade de origem para acompanhar o marido na ala hospitalar em Vilhena, o que culminou na perda de seus dois empregos.
“Eu era a única provedora da casa. Perdi meus empregos por causa dessa situação, temos criança pequena e os parentes moram longe. Vim fazer um apelo para que as autoridades olhem por ele e por outras pessoas que estão na mesma situação na ala 3, algumas há mais de 40 dias esperando”, apelou a esposa.
A reportagem do Extra de Rondônia tentou contato via telefone com a direção do Hospital Regional de Vilhena e com a Secretaria Municipal de Saúde para obter posicionamento sobre o agendamento da cirurgia e o quadro clínico do paciente, porém, até a publicação desta matéria, não obteve resposta.
O espaço segue aberto caso os responsáveis queiram se pronunciar sobre o assunto.
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