quinta-feira, 03 de setembro de 2026.

CASO JENIFFER: motorista da SW4 presta depoimento e diz que não viu técnica de enfermagem caída na BR-435 em Cerejeiras

Nereu Mezzomo foi ouvido pela Polícia Civil e também contestou versão de fuga e excesso de velocidade
Imagem: Reprodução

A reportagem do 360 Rondônia conversou por telefone com Nereu Mezzomo, motorista da caminhonete SW4 envolvida no acidente que resultou na morte da técnica de enfermagem Jeniffer de Oliveira Novais, de 26 anos, ocorrido em 7 de julho, na BR-435, em Cerejeiras (Leia mais AQUI, AQUI e AQUI).

Nereu prestou depoimento à Polícia Civil nesta terça-feira, 01, sobre o acidente. À reportagem, ele apresentou sua versão sobre a dinâmica do atropelamento e contestou informações registradas no Boletim de Ocorrência.

O acidente aconteceu pouco antes das 6h, quando Jeniffer seguia em uma motoneta Honda Biz em direção a Cabixi, onde cumpriria um de seus primeiros plantões após ser aprovada recentemente em um processo seletivo.

Ao passar por um trecho da rodovia que estava em manutenção, a técnica de enfermagem teria perdido o equilíbrio e caído com a motoneta.

Momentos depois, um casal que seguia de motocicleta em direção a Cerejeiras chegou ao local. Diante da gravidade da situação e ao perceber que Jeniffer estava desacordada, o motociclista conseguiu alertar, a tempo, o motorista de um caminhão que vinha logo atrás.

No entanto, naquele mesmo momento, a SW4 surgiu no sentido contrário e passou sobre a técnica de enfermagem, segundo as informações apuradas sobre o acidente.

MOTORISTA DIZ QUE NÃO VIU JENIFFER

Ouvido pelo 360 Rondônia, Nereu confirmou que dirigia a caminhonete no momento do atropelamento, mas afirmou que não viu Jeniffer caída ao solo.

Questionado pela reportagem sobre o que teria dificultado sua visão, ele disse que ainda estava escuro e que o caminhão que estava parado na pista contrária, com as luzes de sinalização acionadas, teria prejudicado a visibilidade.

Ainda conforme Nereu, ao se aproximar do trecho, ele conseguiu visualizar apenas a motoneta caída sobre a rodovia, mas não percebeu a presença da vítima no chão.

NEREU CONTESTA VERSÃO DE FUGA

A reportagem também questionou o motorista sobre a informação registrada no Boletim de Ocorrência de que ele teria deixado o local após o atropelamento.

Nereu negou que tenha fugido e afirmou que permaneceu no local até a retirada do corpo.

“Eu fiquei no local até o corpo ser recolhido. Quem fez esse boletim não estava lá. Inclusive, as pessoas que chegaram primeiro no local já prestaram depoimento, e todos confirmaram que fiquei lá”, declarou.

MOTORISTA TAMBÉM NEGA EXCESSO DE VELOCIDADE

Nereu também contestou a possibilidade de que estivesse trafegando em velocidade elevada. Segundo ele, a SW4 estava em uma velocidade compatível com as condições da rodovia naquele momento.

Ele confirmou ainda que o motociclista que chegou primeiro ao local, acompanhado da esposa, foi quem acionou o socorro por telefone.

“Na hora, a gente ficou sem reação, não acreditando no que aconteceu. Nunca passamos por uma situação dessa”, afirmou.

As investigações sobre o acidente seguem em andamento na Delegacia de Polícia Civil de Cerejeiras, que continua apurando as circunstâncias da morte de Jeniffer de Oliveira Novais e a dinâmica do atropelamento.

A Polícia Civil deverá reunir os depoimentos e demais elementos da investigação para esclarecer as circunstâncias do acidente e eventuais responsabilidades.

Imagem: Reprodução
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