
Um boletim de ocorrência por injúria racial foi registrado na manhã desta segunda-feira, 12 de janeiro de 2026, na Delegacia de Polícia Civil de Vilhena.
O caso está registrado sob o número 00005841/2026 e envolve supostas ofensas de cunho racial proferidas em ambiente virtual.
De acordo com o registro policial, o comunicante é José Fernando Prates, de 49 anos, conhecido como “Furão”, radialista e morador do bairro Moriá, em Vilhena. Além de comparecer à delegacia por volta das 10h30, ele também visitou a redação do Extra de Rondônia, onde falou sobre o caso.
Segundo o relato, as supostas ofensas teriam ocorrido no dia 11 de janeiro de 2026, por meio da internet. Conforme o boletim, as mensagens são atribuídas a D. A. S., de 57 anos, médico, residente em Rio Branco, no Acre, apontado como suposto autor. Ele não estava presente no momento do registro da ocorrência.
A natureza do fato foi enquadrada como injúria racial, conforme o artigo 2º-A da Lei nº 7.716/1989, que trata de ofensas à dignidade ou ao decoro em razão de raça, cor, etnia ou procedência nacional.
Além de José Fernando Prates, o boletim aponta como vítimas Elis Regina Pichirilo Prates, de 43 anos, pedagoga e esposa do radialista, e Heloísa Pichirilo Prates, de 11 anos, filha do casal. De acordo com o registro, as supostas ofensas teriam se estendido aos familiares, incluindo a esposa e a filha menor de idade.
Ainda conforme o documento oficial, áudios encaminhados por meio de aplicativo de mensagens foram anexados ao boletim de ocorrência e deverão ser analisados no curso da apuração policial.
O caso será investigado pela Polícia Civil de Rondônia, que deverá adotar as medidas legais cabíveis para a apuração dos fatos e eventual responsabilização. Até o momento, não há informações sobre depoimento do suposto autor ou sobre o andamento do inquérito policial.











