
O Ministério Público do Estado de Rondônia (MPRO), por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), deflagrou nesta quarta-feira, 11 de março, a “Operação Eco”, com o objetivo de cumprir ordens judiciais no município de Nova Mamoré.
A ação é um desdobramento da Operação Godos, deflagrada em 12 de novembro de 2025, e tem como finalidade avançar nas investigações sobre a suposta prática do crime de obstrução de justiça, especialmente no que se refere ao embaraço de investigações envolvendo organização criminosa armada.
Durante a operação, foram cumpridos dois mandados de busca e apreensão expedidos pela 2ª Vara de Garantias de Porto Velho, sendo um em endereço residencial e outro em sede empresarial.
Além das buscas, o Poder Judiciário determinou o afastamento do sigilo de dados telemáticos dos dispositivos apreendidos, bem como a imposição de medida cautelar que proíbe o investigado de manter contato com outros 79 alvos vinculados à organização criminosa desmantelada durante a Operação Godos.
Segundo as investigações, o alvo da operação, na condição de sócio-administrador de uma empresa provedora de internet, teria violado o dever de sigilo e confidencialidade ao alertar integrantes do grupo criminoso sobre o início de uma ação policial anterior, durante a fase ostensiva da Operação Godos.
Ainda conforme apurado, o investigado teria utilizado um terminal telefônico para enviar mensagens e realizar ligações informando que a operação estava em andamento, o que teria permitido aos suspeitos tentar destruir provas e dificultar a persecução penal.
O nome da operação faz referência à suposta conduta de repassar indevidamente informações sigilosas. Assim como no fenômeno acústico que dá nome à ação, o investigado teria “ecoado” informações sobre as atividades das autoridades para dentro da organização criminosa, funcionando como um sistema de alerta ao grupo, investigado por crimes como extorsão, homicídio e lavagem de dinheiro.












