quinta-feira, 02 de abril de 2026.

Escola Indígena Felipe Camarão inicia projeto literário focado em raízes ancestrais; fotos e vídeos

Iniciativa "Todo dia é dia de Ler" busca combater o preconceito e valorizar a cultura afro-brasileira e indígena; abertura contou com encenação teatral sob as árvores
Fotos e vídeos: Professora Fátima Azevedo

A educação pública de qualidade ganhou um capítulo especial na região de Chupinguaia, no Cone Sul de Rondônia. Alunos e a comunidade da Escola Indígena Felipe Camarão celebraram, na última quarta-feira, 1º de abril, a abertura oficial do projeto “Todo dia é dia de Ler com Daniel Munduruku & Maíra Azevedo”.

Idealizado e redigido pela professora de Língua Portuguesa, Fátima Azevedo, o projeto é executado em parceria com os professores Edson, Luiz Carlos e Suerli.

A proposta surge como uma ferramenta para explorar a riqueza da literatura indígena e africana, utilizando a arte como meio de desconstrução do preconceito étnico-racial e resgate da identidade ancestral.

EDUCAÇÃO EM MEIO À NATUREZA

A abertura do projeto foi realizada de forma simbólica embaixo das árvores, integrando os alunos ao meio ambiente. Durante o evento, estudantes e membros da comunidade encenaram a obra “Catando piolhos, contando história”, do escritor indígena Daniel Munduruku. Na obra, a expressão “catar piolhos” é usada como uma metáfora para o ato de compartilhar conhecimentos em rodas de conversa na comunidade.

Os alunos Edmar, do 3º ano, e Ângela, do 2º ano (ambos da mediação tecnológica), demonstraram entusiasmo com as ações. Para eles, o projeto vai além da sala de aula, permitindo uma compreensão profunda das raízes históricas que formam o panorama literário brasileiro.

APOIO DA COMUNIDADE E GESTÃO

O evento contou com a participação do Cacique da Aldeia, Sr. Odair Sabanê, reconhecido como um grande incentivador da educação local. O Cacique destacou a importância de garantir que os jovens estejam diariamente na escola recebendo instrução de qualidade.

O reconhecimento ao projeto estendeu-se também à gestão educacional, com professores, alunos e famílias da Escola Felipe Camarão rendendo elogios ao suporte e trabalho desenvolvido pelos gerentes indígenas Marciel Gois, Valdair Sabanê, Raíde Trovó e Eneida Kotz.

O projeto seguirá com atividades ao longo do ano, com o encerramento previsto para novembro, mês alusivo à Consciência Negra, reforçando o compromisso da escola com a diversidade e o enriquecimento ideológico dos alunos.

>>>Vídeos abaixo:

>>>>>>>>>>Clique na imagem para ampliar>>>>>>>>>>

Compartilhe:
error: Cópia de conteúdo não autorizada!!!!