
O site Extra de Rondônia teve acesso a documentos exclusivos de investigação já bastante avançada da Polícia Federal (PF) da capital, Porto Velho, sobre o que seriam crimes de falsidade e desvio de recursos praticados pelo atual prefeito de Vilhena, delegado Flori Cordeiro (leia aos documentos no final da matéria).
Segundo o documento, que iniciou as investigações no ano de 2024, “o candidato ao cargo de deputado federal nas eleições de 2022 teria contratado pessoas para prestar serviços de divulgação de propaganda na campanha eleitoral”, “não teria pago pelos trabalhos realizados” e “teria omitido informações sobre as despesas no processo de prestação de contas”.
Além disso, e o que seria mais grave, “teria usado recursos da campanha das eleições suplementares para o cargo de prefeito de Vilhena para pagar despesas da campanha eleitoral ao cargo de deputado federal”, o que significa desviar recursos públicos diretamente e de forma ilegal.
Nas investigações também surge o nome do atual secretário de Saúde do município, Wagner Wasczuk Borges, mas a reportagem não obteve documentos para saber, com exatidão, qual seria a sua participação.
De acordo com juristas ouvidos pelo site, a setença pode sair a qualquer momento.
PF JÁ TERIA DOCUMENTOS E TESTEMUNHOS CONTRA FLORI
Uma certidão do inquérito em curso mostra que várias testemunhas já foram ouvidas pela polícia e que o próprio Ministério Público Federal (MPF) está cuidando do caso de perto.
Uma das testemunhas é um conhecido militante político local, Antonio José de Oliveira Junior, conhecido como “Junior Pintor”, além de pessoas ligadas à política vilhenense, como a ex-chefe de gabinete do vereador Samir Ali, Michele Aline Pereira.
Recentemente, “Pintor” enviou vídeos a vários grupos de aplicativo “Whatsapp” prevendo a atuação da PF para os próximos dias contra o prefeito.
Procurado pelo site, o prefeito de Vilhena afirmou que está de descanso no final de semana e “não iria perder a paz” por conta de investigações iniciadas a partir de um conhecido “biruta de aeroporto” e que acha “incrível que ainda se dê credibilidade a quem só tem ódio, raiva e nada fez por Vilhena durante toda a vida”. Prometeu, no entanto, comentar o caso na semana que vem.
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