
Uma abordagem de trânsito por direção perigosa na noite deste domingo, 17 de maio, terminou com o encerramento de uma festa clandestina regada a drogas, narguilé e cigarros eletrônicos no bairro Assossete, em Vilhena.
O caso envolveu a apreensão de entorpecentes e o acionamento do Conselho Tutelar devido à presença de uma criança de apenas dois anos no ambiente degradante.
Conforme apurou a reportagem do Extra de Rondônia, a guarnição da Rádio Patrulha realizava ronda de rotina pela Rua V, no bairro BNH, bairro Jardim Eldorado, quando avistou um homem identificado pelas iniciais A. J. A. S., conduzindo uma motocicleta Honda NXR 160 Bros, de cor preta, em velocidade totalmente desproporcional à via.
O piloto realizava arrancadas bruscas, zigue-zagues em ângulos retos e andava em apenas uma das rodas (empinando), colocando em risco pedestres e motoristas.
SEM HABILITAÇÃO E “MINUTO DE DESCUIDO”
Os militares acionaram as sirenes e o giroflex, ordenando a parada imediata do motociclista. Ao ser questionado, o condutor não soube explicar a imprudência, alegando apenas que foi “um minuto de descuido”.
Ele confessou que não possuía Carteira Nacional de Habilitação (CNH) e informou que o veículo pertencia a um amigo, C. S. S., que havia lhe emprestado a moto mesmo sabendo que ele não era habilitado.
O piloto propôs levar os policiais até o encontro do proprietário da Bros, que estava em uma confraternização na Avenida 8512, no bairro Assossete.
FLAGRANTE EM CONFRATERNIZAÇÃO
Ao chegarem à residência, os militares foram recebidos pelo dono da moto e constataram que no local ocorria uma festa com som em volume excessivo. No recinto, estavam nove adultos — identificados pelas iniciais C. S. S., J. G. N. S., A. S. A., V. L. N. S., K. A. O., P. C. N. B., D. G. M., S. V. A. B. — além de uma criança de dois anos de idade, filho de uma das presentes.
O ambiente estava tomado por fumaça. Os participantes consumiam bebidas alcoólicas, faziam uso de cigarros eletrônicos do tipo “pod” e utilizavam um narguilé para fumar tabaco misturado com maconha.
TENTATIVA DE OCULTAR PROVAS
Ao notar a entrada dos policiais, um dos frequentadores, J. G. N. S., correu em direção à cozinha e arremessou uma porção embalada de maconha dentro da churrasqueira na tentativa de destruí-la.
No entanto, o invólucro não atingiu o carvão em brasa e foi recuperado pelos militares. Em uma busca minuciosa em um dos quartos, a PM localizou outra porção idêntica de maconha escondida sob uma cama box.
Nenhum dos presentes assumiu a propriedade das drogas ou dos cigarros eletrônicos — cuja comercialização e importação são proibidas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).
Indagados, os jovens admitiram o consumo e relataram que festas similares ocorrem com frequência no local.
CONSELHO TUTELAR E PRISÕES
Como o pai do menino de dois anos não foi localizado e o ambiente apresentava graves riscos à saúde e integridade do menor devido à exposição à fumaça e substâncias ilícitas, o Conselho Tutelar foi acionado para acompanhar a ocorrência e adotar as medidas de proteção à criança.
A motocicleta foi apreendida e guinchada até o pátio da Ciretran pelas infrações de trânsito cometidas.
Diante dos fatos, todos os adultos receberam voz de prisão pelos crimes de trânsito, posse de entorpecentes e corrupção de menores/exposição de motivo de risco a vulnerável, sendo apresentados na Unidade Integrada de Segurança Pública (UNISP) para providências da autoridade judiciária.
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