
O que era para ser uma verificação rotineira de documentos para a confecção de um Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO) por posse de entorpecentes acabou resultando na apreensão de uma arma de fogo ilegal, dezenas de munições, rádios clandestinos e no resgate de um animal em situação de maus-tratos.
O caso ocorreu na noite de quinta-feira, 21 de maio, em um residencial na Avenida Presidente Tancredo Neves, no bairro Parque São Paulo, em Vilhena.
Conforme apurou a reportagem do Extra de Rondônia, a guarnição da Rádio Patrulha da Polícia Militar deslocou-se até o apartamento para colher a identificação de um suspeito flagrado com drogas.
No entanto, durante o procedimento, o colega de quarto do envolvido, identificado pelas iniciais R. A. T., compareceu ao local e surpreendeu os militares com uma revelação voluntária.
O homem confessou aos policiais que guardava em seu quarto uma mochila preta contendo material bélico sem qualquer documentação regular. Ao vistoriarem o compartimento, os militares apreenderam:
Uma arma de fogo de cano curto, do tipo garrucha, com numeração raspada ou ausente, 18 munições de calibre .32 intactas e 8 cartuchos deflagrados, um pote de pólvora e 100 espoletas utilizadas para a recarga de cartuchos, um monóculo e dois rádios comunicadores portáteis operados de forma clandestina, sem autorização dos órgãos de telecomunicação.
Interpelado pela equipe, R. A. T., assumiu a propriedade de todo o material e justificou que mantinha os itens por “hobby”, utilizando-os para a prática de caça esportiva em seus momentos de lazer.
Enquanto a apreensão do armamento era realizada, o faro e o instinto de um dos policiais militares da guarnição mudaram o rumo da ocorrência. Ao ouvir latidos rápidos, agudos e incessantes vindos dos fundos do quintal, o militar realizou uma inspeção minuciosa no lote.
Em um cubículo abafado e isolado, os policiais flagraram um cachorro trancado em condições deploráveis, sem acesso a água e sem qualquer tipo de ração ou alimento.
Diante da situação de maus-tratos, a PM acionou voluntários locais de proteção animal, que se comprometeram a recolher o cão. Até o resgate definitivo, o animal ficou sob a tutela provisória e cuidados de uma vizinha.
O proprietário da arma e responsável pelo imóvel não esboçou reação, recebeu voz de prisão em flagrante e foi conduzido à Unidade Integrada de Segurança Pública (UNISP).
Ele deverá responder perante a autoridade judiciária pelos crimes de posse ilegal de arma de fogo de uso permitido (com o agravante da ausência de numeração), desenvolvimento clandestino de atividades de telecomunicação e crime de maus-tratos a animais.













