
Uma rinha de galos que funcionava na área rural de Vilhena, localizada na Capa 144 da Linha 03, foi desmantelada pela Polícia Militar após o recebimento de denúncias anônimas.
Conforme apurado pela reportagem do Extra de Rondônia, ao chegarem ao local — uma residência de madeira cercada por diversos veículos —, os policiais avistaram dezenas de frequentadores, que fugiram em direção a uma área de mata fechada com a chegada das viaturas.
Alguns dos fugitivos retornaram posteriormente e foram identificados pela guarnição.
No imóvel, os militares constataram uma estrutura completa montada para a prática ilegal: uma arena de briga (conhecida como rebolo) contendo vestígios de sangue e penas, 36 gaiolas fixadas na parede, 12 gaiolas do tipo passeador, sacos de transporte, biqueiras de metal e 41 esporas de fibra.
Ao todo, a polícia contabilizou 38 galos vivos no local, muitos dos quais apresentavam ferimentos aparentes e mutilações. Além disso, um galo morto foi encontrado escondido debaixo do banco de passageiro de uma caminhonete estacionada na propriedade. No interior do mesmo veículo, os policiais apreenderam R$ 7.000,00 em espécie.
Um dos abordados assumiu a responsabilidade pelo aluguel do espaço e confirmou que os eventos ocorriam de forma corriqueira para o teste de combate dos animais, mediante apostas que variavam entre R$ 50,00 e R$ 100,00.
Diante da impossibilidade logística de transporte imediato de todos os animais para um abrigo, o responsável pelo local e outros tutores identificados foram nomeados fiéis depositários dos galos e equipamentos, ficando cientes de que os bens estão apreendidos à disposição do Poder Judiciário. O dinheiro, os apetrechos de briga e os medicamentos foram recolhidos pela Polícia Militar.
A Polícia Militar Ambiental compareceu ao endereço e lavrou quatro autos de infração ambiental contra os envolvidos diretamente identificados com a criação e a briga dos animais.
Foram lavrados Termos Circunstanciados de Ocorrência (TCO) por crime ambiental contra a fauna, e os demais presentes no local foram qualificados como testemunhas no boletim de ocorrência encaminhado à Polícia Civil.








