sexta-feira, 11 de setembro de 2026.

CASO EVERTON: Família de empresário rebate versão de pai de envolvido em tragédia em Vilhena

Advogado afirmou que “a família da vítima não deseja o confronto público, mas não pode permitir que a verdade seja distorcida”

O advogado Josielson Garcia, que representa a família de Everton Chalito de Moura, empresário morto em um acidente de trânsito na última semana, esteve na redação do Extra de Rondônia nesta quinta-feira, 10, para contestar a versão apresentada pelo pai do jovem apontado como responsável pelo acidente que tirou a vida do empresário.

A fatalidade aconteceu na madrugada de sábado, 29 de agosto, no bairro 5º BEC, em Vilhena. [Leia mais AQUI].

Na quarta-feira, o agricultor José Derli, pai do jovem envolvido no acidente, afirmou que, desde o primeiro dia da tragédia, teria oferecido ajuda à mulher e aos familiares da vítima, inclusive com apoio financeiro emergencial. Em nota, ele declarou que, por intermédio de seu advogado, entrou em contato com o representante da família de Everton e manifestou expressamente a disposição de prestar auxílio imediato (leia mais AQUI).

Entretanto, a versão foi contestada por Josielson Garcia. Segundo o advogado, a iniciativa para estabelecer contato partiu da própria defesa da família da vítima, com o objetivo de verificar a possibilidade de uma composição extrajudicial. “Este fato não corresponde com a realidade, eis que a iniciativa do contato partiu deste causídico, o qual procurou o representante do acusado para verificar eventual interesse em composição extrajudicial justa”, esclareceu.

O advogado também contestou a informação de que a família do acusado teria oferecido valores para auxiliar na subsistência dos filhos da vítima. “É de suma importância salientar que, na ânsia de tentar reverter o clamor popular por justiça, foi publicado que a família do acusado teria oferecido valores destinados à subsistência dos menores, fato este que jamais chegou ao conhecimento deste causídico. Ajuda genuína não se condiciona a abatimento futuro”, afirmou, destacando que “a família da vítima não deseja o confronto público, mas não pode permitir que a verdade seja distorcida”.

Apesar da divergência entre as versões, Garcia ressaltou que a possibilidade de um acordo extrajudicial continua aberta. “Se o acusado ou sua família tiverem interesse em resolver a situação, que façam pelos meios legais e cabíveis, apresentando proposta de acordo justa, a qual será devidamente analisada pela parte e por seus advogados”, destacou.

>>> LEIA, ABAIXO, A NOTA NA ÍNTEGRA:

 

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